
À entrada para o 2.º ciclo do Ensino Básico, os alunos experimentam um conjunto de dificuldades bastante grande.
A um nível geral, verificamos que os alunos sentem grandes dificuldades de adaptação, já que se deparam com uma realidade substancialmente diferente daquela a que estão habituados:
- uma escola maior, com mais alunos e de idades muito diversificadas;
- uma realidade organizativa mais complexa, mais impessoal, em que o regime de monodocência é substituído por um conjunto alargado de professores, cada um com a sua maneira própria de estar, de se relacionar e de ensinar;
- a vida escolar segmentada em tempos lectivos.
Ao nível específico da disciplina convém, em primeiro lugar, não esquecer as características próprias da História: uma disciplina que se fundamenta em conceitos que têm um grau de abstracção bastante grande. Ora, os alunos do 5.º ano, pelo estádio de desenvolvimento característico da sua idade, ainda não são capazes de efectuar grandes abstracções.
Convém também não esquecer o facto de ser a primeira vez que os alunos contactam com a História enquanto disciplina autónoma, específica e muito em especial com a História e Geografia de Portugal, pelo que sentirão naturais dificuldades decorrentes da novidade.
Acresce ainda que, para além da transmissão dos conteúdos específicos da disciplina, um dos seus objectivos fundamentais é a formação para a cidadania, procurando contribuir para o desenvolvimento de jovens conscientes da sua identidade, activos, intervenientes e críticos.
Tendo em consideração tudo o que atrás foi exposto, gostaríamos de levantar algumas questões, visando despoletar um debate profícuo:
- De que forma é que o Manual (como um produto central de que o aluno se pode, e deve, apropriar) pode ajudar a ultrapassar as dificuldades específicas enunciadas? Pela sua estrutura interna? Pela introdução de elementos específicos? Pelo tipo de actividades que apresenta?
- Que papel pode o manual desempenhar no desenvolvimento da autonomia dos alunos? Como pode induzir ao trabalho autónomo do aluno?
- Em relação a este último ponto, os colegas, nas suas aulas, costumam explicitar aos alunos a articulação existente entre os diferentes produtos que os projectos normalmente contemplam (Manual, Caderno de Actividades, Friso, Atlas)?
- Até que ponto é que a existência de produtos variados se pode constituir como factor de constrangimento para os alunos?
Quais as principais dificuldades sentidas pelos alunos no início do 2.º ciclo do Ensino Básico?
- Ausência de hábitos de estudo
- Dificuldades em se organizar
- Ausência de métodos de trabalho
- Dificuldades na interpretação de textos
- Expressão escrita e oral pouco estruturada
- Outra. Qual?
São estas as questões que colocamos para discussão e votação. Como sempre, apelamos à participação dos colegas e aguardamos as vossas sugestões e comentários, usando para isso o botão “COMENTAR”.
A Equipa
Comentários (4)
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| Enviado Por: etelvina
Ausência de hábitos de estudo
| Enviado Por: Maria Jacinta Frade Bernardo Bagorro Sequeira
Dificuldades de transição de ciclo
| Enviado Por: Alda Coelho
Interpretar textos e documentos
| Enviado Por: Manuela Pires
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