AUTO-AVALIAÇÃO NO MANUAL
Em discussão até 2009-11-22  |  Adicionar Comentário

A avaliação, na sua vertente diagnóstica e formativa, faz parte do processo de
ensino-aprendizagem e tem como objectivo principal informar, tanto professores como alunos, do que vai sendo conseguido, mas também das dificuldades e obstáculos, para que se possam introduzir melhoramentos.


Importância da auto-avaliação

Integrar a auto-avaliação no processo de ensino tem revelado resultados positivos no aproveitamento escolar. Estudos realizados apontam avanços significativos no desempenho escolar de estudantes onde a auto-avaliação foi introduzida.

A auto-avaliação implica fazer juízos sobre as suas próprias competências e conhecimentos. Os estudantes devem desenvolver uma responsabilidade relativamente às suas aprendizagens; ter consciência do que sabem, do que não sabem, desenvolvendo uma capacidade metacognitiva face ao seu processo de aprender matemática: O que é que não compreendo? Quais as minhas maiores dúvidas? Que confusões faço em relação a este ou àquele assunto? Será que esta tarefa é demasiado difícil? O que precisarei de saber antes, para conseguir resolver este problema?

Por outro lado, a auto-avaliação, dada a sua função diagnóstica, fornece informações aos professores sobre as aprendizagens dos alunos, orientando a sua intervenção ulterior. Permite ainda aos encarregados de educação (familiares) o acompanhamento dos seus educandos, facultando informação sobre o que eles terão de saber relativamente a este ou àquele tópico.


Como desenvolver a auto-avaliação

A auto-avaliação pode ser incentivada através de diálogos do professor com os alunos – que lhes dará feedback –, mas também através de uma “checklist”, que lhes proporciona a oportunidade de reflectirem sobre os seus pontos fracos e fortes, controlando, assim, autonomamente, o seu processo de aprendizagem da matemática.

De um modo geral, os alunos não estão, à partida, habilitados a fazer uma auto-avaliação que os auxilie, mas a capacidade de reflectirem sobre si mesmos também se desenvolve e aprende! Cada vez mais os alunos precisam de aprender a tomar nas suas mãos o processo de aprendizagem, e isso podem aprender desde muito novos.

Desenvolver hábitos de reflexão ajuda ainda a desenvolver a autoconfiança, a produzir a suas próprias ideias e a confrontá-las com as de outros. Não compreender algo faz parte do processo de aprender. Não é forçosamente mau! Errar também não! Esta consciencialização contribui para não terem receio de perguntar e a terem confiança nas suas capacidades de aprender. Ajuda-os a crescer!


A auto-avaliação no manual

O manual apresenta, como complemento de cada sequência de tarefas, questões diversificadas, bem como, no final de cada capítulo, mais problemas (tarefas adicionais) para que os alunos possam desenvolver e consolidar, testar e avaliar autonomamente os seus conhecimentos (poderão ter acesso às soluções).

No final de cada capítulo, estarão disponíveis, de forma esquemática, as ideias-chave do capítulo, sugerindo, também aqui, a auto-avaliação das aprendizagens.

Além disso, os alunos dispõem de uma listagem de itens, relativa aos conteúdos essenciais do capítulo, onde poderão desenvolver a capacidade de se auto-avaliarem, através da reflexão sobre aquilo que já sabem bem e o que ainda precisam de aprofundar.

 

Em anexo, disponibilizamos páginas do manual – em versão pdf – exemplificativas das situações referidas relacionadas com a (auto)avaliação.

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A EQUIPA

Comentários (8)
(Comentário mais recente)
Tenho tendência a pensar que seria mais eficaz uma pequena ficha de auto-avaliação com exercícios simples e directos dirigidos aos objectivos do capítulo. Penso que neste caso seria fácil para todas as competências (objectivos?) enunciados, exceptuando a competência 11, 12 e 14 que se poderiam testar num problema com informação a mais, por exemplo, em que duas ou mais operações foss (...) [Comentário completo]
Sem dúvida que a auto-avaliação é fundamental porque é reguladora da aprendizagem responsabilizando o aluno por ela mesma. Os documentos apresentados são bons embora eu os considere pouco dinâmicos, pouco construtores de aprendizagem. Nomeadamente, o segundo documento devia ser mais estimulante para o aluno, ou seja, deveria dar mais oportunidades de auto-avaliações noutros momentos (...) [Comentário completo]
As duas páginas apresentadas sugerem uma forma fácil de o aluno identificar quais os conteúdos que já domina e aqueles que necessita explorar com mais atenção. No entanto, a sua verificação não é evidente. Como não temos acesso à página anterior ficam algumas dúvidas sobre o modo como o manual vai abordar esse pormenor. Se são apresentados exercícios finais de revisão ou avaliação? (...) [Comentário completo]

Olá, Conceição!
Concordamos consigo! Por vezes os alunos nem sempre têm consciência daquilo que não sabem. Por isso, acrescentamos em cada item das ideias-chave do capítulo as páginas onde se exploram os conteúdos. Por questões de escrita, é muito difícil colocar, à frente de cada item, exemplos de situações. O professor poderá ter também um papel nessa consciencialização, sug (...) [Comentário completo]

Acho importante que exista uma parte dedicada à auto-avaliação dos conteúdos. Partilho da mesma opinião do comentário ("Sobre a auto-avaliação"), no que se refere à apresentação de um exemplo em cada item para os alunos se apropriarem mais significativamente do que se trata.
Relativamente ao comentário anterior ("Sobre a auto-avaliação"), penso que quando se fala em resolver problemas estão subjacentes as estratégias, os cálculos, ou seja, tudo o que é necessário para chegar à resposta e à resolução dos mesmos. O aluno pode ter estratégias mas não saber resolver o problema... A estratégia de nada vale se não souber resolver todas as «partes» do problema (...) [Comentário completo]
Estamos cada vez mais perante alunos que possuem dificuldades na interpretação e na compreensão da Língua Portuguesa. Penso que a Auto-Avaliação é importante e deve ser feita ao longo de todo o ano. No entanto, a mesma não deve seguir exactamente o exemplo dado. Concordo com o 1.º comentário feito: à auto-avaliação aqui exemplificada deveriam ser adicionados exemplos. Ex.: Um pequen (...) [Comentário completo]
A auto-avaliação é, a meu ver, muito subjectiva. Um aluno pode pensar que não tem dúvidas e, quando confrontado com uma situação diferente, verificar que efectivamente não sabe bem aquele conteúdo ou então sabe de forma errada. Talvez se as competências tivessem um exemplo, o aluno poderia relacioná-lo com o conteúdo e mais facilmente avaliar o que sabe ou não. Sobre as competências (...) [Comentário completo]