A avaliação, na sua vertente diagnóstica e formativa, faz parte do processo de
ensino-aprendizagem e tem como objectivo principal informar, tanto professores como alunos, do que vai sendo conseguido, mas também das dificuldades e obstáculos, para que se possam introduzir melhoramentos.
Importância da auto-avaliação
Integrar a auto-avaliação no processo de ensino tem revelado resultados positivos no aproveitamento escolar. Estudos realizados apontam avanços significativos no desempenho escolar de estudantes onde a auto-avaliação foi introduzida.
A auto-avaliação implica fazer juízos sobre as suas próprias competências e conhecimentos. Os estudantes devem desenvolver uma responsabilidade relativamente às suas aprendizagens; ter consciência do que sabem, do que não sabem, desenvolvendo uma capacidade metacognitiva face ao seu processo de aprender matemática: O que é que não compreendo? Quais as minhas maiores dúvidas? Que confusões faço em relação a este ou àquele assunto? Será que esta tarefa é demasiado difícil? O que precisarei de saber antes, para conseguir resolver este problema?
Por outro lado, a auto-avaliação, dada a sua função diagnóstica, fornece informações aos professores sobre as aprendizagens dos alunos, orientando a sua intervenção ulterior. Permite ainda aos encarregados de educação (familiares) o acompanhamento dos seus educandos, facultando informação sobre o que eles terão de saber relativamente a este ou àquele tópico.
Como desenvolver a auto-avaliação
A auto-avaliação pode ser incentivada através de diálogos do professor com os alunos – que lhes dará feedback –, mas também através de uma “checklist”, que lhes proporciona a oportunidade de reflectirem sobre os seus pontos fracos e fortes, controlando, assim, autonomamente, o seu processo de aprendizagem da matemática.
De um modo geral, os alunos não estão, à partida, habilitados a fazer uma auto-avaliação que os auxilie, mas a capacidade de reflectirem sobre si mesmos também se desenvolve e aprende! Cada vez mais os alunos precisam de aprender a tomar nas suas mãos o processo de aprendizagem, e isso podem aprender desde muito novos.
Desenvolver hábitos de reflexão ajuda ainda a desenvolver a autoconfiança, a produzir a suas próprias ideias e a confrontá-las com as de outros. Não compreender algo faz parte do processo de aprender. Não é forçosamente mau! Errar também não! Esta consciencialização contribui para não terem receio de perguntar e a terem confiança nas suas capacidades de aprender. Ajuda-os a crescer!
A auto-avaliação no manual
O manual apresenta, como complemento de cada sequência de tarefas, questões diversificadas, bem como, no final de cada capítulo, mais problemas (tarefas adicionais) para que os alunos possam desenvolver e consolidar, testar e avaliar autonomamente os seus conhecimentos (poderão ter acesso às soluções).
No final de cada capítulo, estarão disponíveis, de forma esquemática, as ideias-chave do capítulo, sugerindo, também aqui, a auto-avaliação das aprendizagens.
Além disso, os alunos dispõem de uma listagem de itens, relativa aos conteúdos essenciais do capítulo, onde poderão desenvolver a capacidade de se auto-avaliarem, através da reflexão sobre aquilo que já sabem bem e o que ainda precisam de aprofundar.
Em anexo, disponibilizamos páginas do manual – em versão pdf – exemplificativas das situações referidas relacionadas com a (auto)avaliação.
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A EQUIPA
Auto-avaliação ]