Cada vez mais a sociedade exige que a escola possibilite uma formação matemática que permita a crianças e jovens uma futura intervenção nos campos científico, tecnológico e cultural. Essa formação implica que, desde os primeiros anos, se envolvam os alunos em experiências de aprendizagem ricas e que contribuam para promover uma relação positiva com a Matemática.
Quando alguns alunos chegam ao 2.º ciclo, nem sempre trazem, por variados motivos, um conjunto de saberes e de capacidades necessários que lhes sirvam de base para acompanhar convenientemente os novos temas que terão de aprender. Por outro lado, há aqueles alunos que vêm muito bem preparados e que por vezes se desmotivam quando o professor se vê obrigado a adaptar o seu ensino aos mais fracos.
Quantas vezes temos turmas tão diferentes que se torna difícil encontrar recursos de consolidação dos tópicos que sirvam igualmente todos os alunos?! Os trabalhos de casa, como escolhê-los? Vamos dar a um bom aluno o mesmo trabalho de casa que damos a um aluno que apresenta muitas dificuldades? Como ajudar os alunos a recuperar? Como ajudar os bons alunos a serem ainda melhores?
O estudo acompanhado, que pretende ser um apoio à aprendizagem, como levá-lo a cabo de forma positiva com alunos em estádios de desenvolvimento diferentes relativamente aos seus conhecimentos da Matemática? Como lidar com essa diversidade?
O projecto MP.5 – Matemática para Pensar tem como uma das principais intenções servir de recurso aos professores na sua difícil missão de proporcionar um ensino adequado a todos os seus alunos.
Além do manual, o projecto inclui vários componentes, entre eles um Caderno de Tarefas, categorizadas por três níveis de exigência e dificuldade, que vai permitir aos professores decidirem quais as tarefas de desenvolvimento e de consolidação que são mais adequadas aos seus alunos, por exemplo para os trabalhos de casa ou no estudo acompanhado. Há crianças que podem recuperar se começarem a resolver tarefas mais fáceis e que lhes vão também aumentando a auto-estima relativamente à Matemática.
Os professores e os próprios alunos poderão escolher o nível que, num determinado tópico ou num dado momento, mais se adequa à situação de cada um. Exemplificando, um aluno pode começar por resolver tarefas de nível I e, depois de ter conseguido ultrapassar dificuldades iniciais, passar para os dois níveis seguintes. Haverá outros alunos que poderão começar por tarefas de nível II e outros, ainda, para os quais as tarefas de nível III serão desde logo as mais indicadas. Os trabalhos de casa e a preparação para os testes encontram neste conjunto de tarefas um apoio individualizado a cada aluno.
O Caderno de Tarefas está organizado por capítulos, de acordo com o manual. Além do que já foi referido, pretende ser também um auxiliar do professor, que encontra aí uma categorização organizada de 204 tarefas por níveis de desenvolvimento e de dificuldade com todas as soluções e algumas explicações de resolução no final.
Como exemplo, apresentamos, em anexo, 3 páginas do Caderno de Tarefas, uma de cada nível.
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