A CALCULADORA NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
Em discussão até 2010-03-28  |  Adicionar Comentário

O recurso às calculadoras na aprendizagem da Matemática no ensino básico continua a ser objecto de
polémica.

Existe quem considere que o seu uso impede os alunos de praticarem o cálculo, pois o facto de se
habituarem ao uso da calculadora pode ter repercussões nefastas, nomeadamente, no desenvolvimento do
cálculo mental.

Por outro lado, há os defensores do seu uso, visto que a calculadora liberta os alunos dos cálculos,
permitindo-lhes dedicar-se a outro tipo de actividade. Há mesmo quem defenda que as calculadoras se tornaram um instrumento indispensável na sala de aula de Matemática, permitindo dar ênfase ao trabalho com conceitos e às suas relações e não tanto às habilidades de cálculo.


Será que a calculadora pode ser um instrumento auxiliar da aprendizagem?

Se o uso calculadora for um meio de o aluno deixar de saber quanto é 6 x 7 e de não ter a noção se será um número maior ou menor que 30, então é evidente que foi habituado a um uso impróprio desta tecnologia. Mas deveremos deixar de usar a calculadora porque há alunos que a usam indevidamente?

O NPM refere que a “utilização da calculadora pode auxiliar na exploração de regularidades numéricas, em tarefas de investigação, ou seja, em que o objectivo não é o desenvolvimento da capacidade de cálculo mas sim outras aprendizagens que a tarefa envolve” (p. 14), referindo, repetidamente, que ela “não deverá ser utilizada pelos alunos para a execução de cálculos imediatos que se efectuam rapidamente usando estratégias de cálculo mental”.

É importante que o recurso à calculadora pelas crianças seja feito com a supervisão do professor, em condições que este considere convenientes. A calculadora em si mesma não é um bom ou um mau recurso; depende de “como” e “quando” é utilizada.


Em anexo apresentamos exemplos de tarefas do manual MP.5 – Matemática para Pensar (cap. 1) em que a utilização da calculadora pode ser um instrumento útil:

- jogo 1 (pág. 52);
- jogo 4 (pág. 53).


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A Equipa

Comentários (3)
(Comentário mais recente)
Sem os alunos saberem efectuar cálculo mental e os algoritmos das operações não defendo a utilização da máquina calculadora. Depois, sim. A grande dificuldade dos alunos no 3º ciclo e no secundário reside na falta de base no que respeita ao cálculo mental e às operações. Isaventura.
Olá, é com muito gosto que comento a situação. Na minha opinião a calculadora deve ser usada com "conta, peso e medida". No quinto ano tenho por hábito introduzir o uso da calculadora aquando do estudo dos algoritmos. Numa primeira fase proponho algoritmos e resolução de situações problemáticas envolvendo números relativamente pequenos. É importante que tenham a noção de número, de (...) [Comentário completo]
Olá a todos! Sem dúvida que a calculadora deve de ser uma ferramenta para confirmação de resultados, descoberta de regularidades, escrita de números sem usar determinadas teclas ou valores, ... e não para realizar as operações básicas como os alunos têm o hábito de fazer. As tarefas apresentadas são interessantes e costumo fazer como rotina de cálculo mental habitualmente a vossa ap (...) [Comentário completo]