Durante o percurso que os alunos seguem enquanto aprendem Matemática, vão-
-se familiarizando com diferentes símbolos que lhes vão permitindo, de uma forma mais sintética, exprimir conceitos e relações entre conceitos.
Por exemplo, quando escrevem que 3 x 6 = 18 compreendem desde cedo que estes símbolos se referem ou a uma soma de 3 parcelas todas iguais a 6, ou ao triplo de 6, ou ainda, por exemplo, à medida da área de um rectângulo com as medidas 3 e 6.
Descortinar o que significam os símbolos nem sempre é fácil, mas faz parte do percurso de aprendizagem da Matemática.
Neste exemplo, 3 x 6 pode ter vários significados. Como no caso das fracções, ¼ pode ter uma multiplicidade de sentidos.
No caso concreto da Geometria, os símbolos têm constituído quase sempre uma sobrecarga de formalismo completamente injustificado, isto é, não adiantam nada à compreensão dos entes geométricos nem à sua relação.
Vejamos, por exemplo:
A notação para o ângulo tem sido ensinada nas escolas portuguesas assim:

facilitando o famoso mal-entendido que “o ângulo é o arquinho”.
Em grande parte dos países que conhecemos, a notação para o ângulo é a seguinte:
Qual a razão, então, da insistência na notação com o “arquinho”? Facilita a compreensão, ou, pelo contrário, dificulta?
No caso do segmento de recta, qual a vantagem para a compreensão do assunto se os alunos escreverem:
em vez de escreverem “segmento de recta AB”?
Ou
em vez de escreverem “triângulo ABC”?
Depois do Movimento da Matemática Moderna dos anos 60, e que se tem prolongado em algumas práticas de sala de aula de hoje, ainda existe um formalismo exagerado na Geometria que em nada ajuda na compreensão dos entes geométricos.
O que nos diz o NPM?
Relativamente a este aspecto, o NPMEB não se manifesta, deixando ao critério dos professores a opção por uma ou outra notação. O grupo de Geometria da APM aconselha, no entanto, a sua simplificação.
Não se trata aqui de defender, como alguns referem, a existência de uma nova notação em Geometria, trata-se, sim, em primeiro lugar, de a simplificar e, em segundo lugar, de a uniformizar de acordo com aquilo que se faz noutros países.
Não vamos querer continuar em Portugal com as convenções dos anos 60, só porque sim! Na verdade, a simplificação da simbologia em Geometria só pode ajudar!
Qual a opção no manual MP.5?
No manual MP.5, houve o cuidado de simplificar a simbologia exageradamente pesada e desadequada para alunos do 2º ciclo, aproximando da linguagem corrente as designações dos entes geométricos.
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Comentário da Equipa: http://tiny.cc/o083u