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QUE IMPLICAÇÕES TEM O NOVO PROGRAMA NO ENSINO DA MATEMÁTICA?
Em discussão até 2009-09-27  |  Adicionar Comentário





Os princípios educacionais que enquadram o novo programa, assim como a ênfase que é dada ao conjunto das capacidades transversais que o atravessam, vão implicar da parte do professor de Matemática um desafio. Provavelmente implica que centre mais o seu ensino no trabalho dos alunos. Como?

Por exemplo, através de uma diversidade de tarefas significativas e dando às crianças oportunidade para explicitarem o modo como pensaram e resolveram. Quando um aluno não consegue resolver uma dada tarefa, em vez de se passar de imediato à explicação da sua resolução, sugere-se que se questione o aluno, de modo a fazê-lo pensar sobre aspectos que o professor considera importantes. Muitas vezes esta atitude faz com que a criança pense em novos caminhos e consiga encontrar uma resolução. Pode ser considerada uma forma de o obrigar a pensar, a relacionar (as relações são fundamentais em Matemática) e a comunicar quando tenta encontrar uma resposta à pergunta do professor.

Outro aspecto que nos parece fulcral é incidir mais nos conceitos e ideias matemáticas do que nos símbolos, muitas vezes desprovidos de significado para os alunos. A ligação entre os símbolos e as ideias parece-nos a nós tão simples, mas para a criança que pela primeira vez se depara com um novo símbolo pode ser complicado e não é imediato que o relacione com a ideia subjacente. Por exemplo, a fracção ¾ é interpretada como os números 3 e 4 com um «risquinho» no meio.

Outro aspecto fundamental é a estimação e o cálculo mental, porque ajudam ao desenvolvimento do sentido do número.

A avaliação é ainda outro aspecto em que o programa, dando-lhe uma dimensão não exclusivamente classificativa mas também formativa, faz incidir as práticas do professor, uma vez mais, na procura do envolvimento dos alunos na resolução de problemas, incentivando a comunicação tanto oral como escrita

A EQUIPA

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Comentários (12)
(Comentário mais recente)
Percurso A ou B | Enviado Por: Maria José Bóia
Pessoalmente, prefiro o percurso B porque é o que mais se aproxima da estrutura anterior e porque gosto de começar a abordar a Matemática pela geometria e os sólidos geométricos. Os alunos aderem bem a este tema, manipulam materiais e sentem os conteúdos como algo próximo, que compreendem.
O percurso | Enviado Por: Maria Filomena F. M. Saraiva Lima
Começar pelos sólidos geométricos permite que as crianças mais ansiosas se descontraiam, porque para além de ser um assunto de que normalmente gostam, manipulam os sólidos, o que gera confiança. Para o professor também é bom, dado diagnosticar de imediato problemas ao nível da destreza manual e da visualização.
O que se pretende para os nossos alunos? | Enviado Por: Nuno Vieira
Como referi anteriormente, acredito e defendo os métodos de ensino baseados em resolução de problemas. No entanto, acho difícil de conciliar princípios educacionais que se centrem sobretudo no trabalho dos alunos com um exame final de ciclo que, mesmo que avalie competências, obriga a uma uniformização dos conteúdos abordados. Parece-me haver aqui algum desfasamento, ou estarei enga (...) [Comentário completo]
Sobre o COM. de Nuno Vieira | Enviado Por: A Equipa
Olá, Nuno Vieira!
Deve ter havido algum equívoco, pelo qual pedimos desde já as nossas desculpas. O nosso comentário tinha como objectivo reforçar a sua ideia quanto à importância da resolução de problemas, nomeadamente, a sua morosidade. Concordamos consigo quando refere que o ensino baseado na resolução de problemas ainda é fortuito, mas acreditamos que possa ser cada vez mais (...)
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Cara equipa | Enviado Por: Nuno Vieira
Equipa,
A leitura atenta do vosso comentário levou-me a pensar que fui mal interpretado ou, então, que era um mero comentário do senso-comum. Eu não referi, em momento algum, que se perdia tempo! Pelo contrário, considero que é uma metodologia muito fortuita. Também eu considero que não é através do ensino bancário, como Paulo Freire tão bem o apelidou, que os alunos aprendem m (...)
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Sobre o COM. de António Mendonça | Enviado Por: A Equipa
Olá, António Mendonça!
Obrigado pelos seus comentários. Sem dúvida que os professores sempre questionaram e continuam a questionar os seus alunos sobre o modo como resolvem as tarefas. Mas, todos sabemos que existem diferentes formas de questionamento, por exemplo, fazer perguntas focalizadas, para confirmar, inquirir! Será que temos a preocupação de contemplar estas diferentes f (...)
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Sobre os COM. de Nuno Vieira | Enviado Por: A Equipa
Olá, Nuno Vieira!
Agradecemos os seus comentários e começamos por nos reportar à questão que nos coloca relativamente a uma prática baseada na resolução de problemas. Na nossa opinião, por vezes, parecendo que se perde tempo, ganha-se tempo! É que, partindo da resolução de problemas, na tentativa da sua resolução, os alunos irão mobilizar conhecimentos que já possuem e, assim sen (...)
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Sobre o COM. "Mudanças!" | Enviado Por: A Equipa

Olá, Sílvia Alves!
Concordamos quando refere que as mudanças não passam só por metodologias do professor. Sem dúvida que são necessárias muitas outras mudanças e pertinentes as que refere. No entanto, a avaliação feita pelo ME (com limitações óbvias) tem como objectivo avaliar as escolas, através dos desempenhos apresentados pelos alunos, e não os alunos. Portanto, podemos e (...) [Comentário completo]

Ensino pela descoberta | Enviado Por: Nuno Vieira
As práticas com base na resolução de problemas são, a meu ver, muito fortuitas. No entanto, são mais morosas, pelo que não condicionará o cumprimentos de programas? Não havendo exames no final do terceiro ciclo, o incumprimento do programa não seria impeditivo para se atingirem os objectivos específicos (contribuindo para os gerais) para a disciplina, para o ensino básico. É sim um (...) [Comentário completo]
A diversificação de tarefas e de conteúdos na prática escolar é muito bem-vinda. O desafio está na elaboração do manual (onde se centra este espaço), que desde a implementação da cartilha, tende a ter função contrária. Para o manual não ser unificador, deverá dar espaço à criatividade do aluno na resolução de problemas, dando sugestões, pistas... Seleccioná-las, prever quais as (...) [Comentário completo]
Mudanças! | Enviado Por: Sílvia Alves

Concordo plenamente com o artigo. No entanto, as mudanças não passam só por metodologias do professor. São necessárias muitas outras mudanças, nomeadamente culturais, na imagem que a escola e os saberes académicos representam para a sociedade; sociais, no reconhecimento do papel importante do professor e o respeito que este merece; mudanças estruturais, pelo n.º elevado de alunos (...) [Comentário completo]

Aplicação do novo programa | Enviado Por: António Mendonça
Da minha experiência como aluno e como professor acho que sempre fui questionado sobre o modo como resolvia as tarefas propostas, e que em geral os professores questionam sempre o que os alunos fazem. Talvez este novo programa venha de encontro ao trabalho que já é feito nas escolas, intuitivamente, por muitos professores, mas agora fornecendo mais orientações facilitadoras. A maior (...) [Comentário completo]