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CÁLCULO MENTAL
Em discussão até 2009-10-25  |  Adicionar Comentário

Hoje em dia fala-se muito em cálculo mental, e o NPM dá-lhe um relevo especial.
Muitos investigadores, ligados à Educação Matemática, e professores consideram-no como um cálculo aritmético, habilidoso e flexível, baseado no conhecimento dos números e das suas relações.

Os alunos desenvolvem o sentido de número e das suas relações quando reconhecem a grandeza absoluta e relativa dos números, o efeito das operações e ainda as suas propriedades. Ao levarem a cabo um cálculo mental, vão ter de mobilizar um tipo de raciocínio, escolher um método favorável (por exemplo, o recurso a uma propriedade de uma operação), decompor um número ou mesmo trabalhar com valores aproximados.

No Programa de Matemática do Ensino Básico (ME, 2007), alerta-se para a necessidade do desenvolvimento do cálculo mental, considerando-o como um dos aspectos a privilegiar neste ciclo de ensino. Assim, sugere-se que os professores recorram a situações que suscitem a estimação do resultado das operações envolvidas antes da realização dos cálculos e que considerem a utilização das propriedades das operações. Enfatiza-se que um bom domínio do cálculo mental, tanto exacto como aproximado, tem implicações no desenvolvimento da autoconfiança e desembaraço dos alunos, essenciais para a aprendizagem dos números e operações, bem como para a resolução de problemas.

De salientar que o NPM releva que o estudo do tema “Números e Operações” tem como base três ideias centrais: (i) promover a compreensão dos números e operações; (ii) desenvolver o sentido do número; (iii) desenvolver a fluência no cálculo (p. 7).

A prática sistemática de cálculo mental associado à estimação do valor dos resultados das operações promove, sem dúvida, o desenvolvimento do sentido do número e das operações.

Há vários mitos em relação ao cálculo mental, como se ele, só por si, fosse impeditivo do recurso a outros meios como os algoritmos ou a tecnologia. Pela nossa parte, defendemos que:

1. o cálculo mental não é o algoritmo efectuado na “cabeça”, e para praticar o cálculo mental podemos utilizar o papel e o lápis para apontar cálculos auxiliares intermédios;
2. o cálculo mental não impede que se aprendam os algoritmos ou se use a máquina de calcular;
3. o recurso ao cálculo mental não é um desperdício de tempo;
4. podem ensinar-se estratégias de cálculo mental.


Vantagens do cálculo mental

Ao calcular mentalmente, o aluno pode perceber que há diferentes caminhos na resolução de um mesmo problema. É pelo recurso ao cálculo mental que ele também aprende a realizar estimativas (perante a indicação de uma operação, imaginar um resultado aproximado) e perceber as propriedades das operações.
O desenvolvimento do cálculo mental é uma forma de se desenvolver a comunicação matemática na sala de aula, bem como o raciocínio matemático dos nossos alunos.
Finalmente, o cálculo mental permite um aprofundamento dos números, das operações e das relações entre as operações.


Em anexo poderá ter acesso a algumas tarefas relacionadas com o cálculo mental.


Gostávamos de saber a sua opinião sobre este tema, nomeadamente no que respeita às seguintes questões:

• Ensina-se a fazer cálculo mental?
• Que estratégias para o cálculo mental?
• Como implementá-lo na sala de aula?

A EQUIPA

Comentários (7)
(Comentário mais recente)
Texto e tarefas | Enviado Por: Anabela Gaio
"Calculos na linha numerica" - Gosto da tarefa, mas penso que faltam as expressões que conduzem a este tipo de exploração. Deste modo o aluno pode identificar o porquê de se ter feito desse modo. Caso o objectivo seja que os alunos identifiquem a expressão, falta esse tipo de questão. Esta segunda hipótese também permite perceber se os alunos identificam o porquê das estratégias. Co (...) [Comentário completo]
Cálculo mental | Enviado Por: Cristina Mª Borges Garcia
Para se desenvolver o cálculo mental, deve-se promover actividades relacionadas com estimativa. Deve ser proporcionado ao aluno oportunidades de prever o resultado possível para determinado cálculo (utilizando as estimativas), desenvolvendo assim o sentido crítico relacionado com os resultados que vai obtendo. Para que o aluno efectue um bom cálculo mental é necessário que este saib (...) [Comentário completo]
Implementação de rotinas de cálculo mental | Enviado Por: Dora Domingues

Gostei bastante das actividades apresentadas e acrescentaria mais uma estratégia para o cálculo mental com inteiros ou com decimais. A representação dos números envolvidos no cálculo com recurso à quadrícula para interiros ou a quadrados de 10 por 10 quadrículas (5 por 5 cm) para os decimais. Considero que a associação à representação gráfica em conjunto com a recta numérica, pri (...) [Comentário completo]

| Enviado Por: José Marques
Sem dúvida uma óptima ideia. Irei utilizar com os meus alunos. Poderemos treinar ainda o cálculo mental através da chamada dos alunos para responder a uma pergunta. Serão cálculos simples, mas obrigará a treinar mais um pouco, exemplo: o triplo de nove; metade de dezasseis mais um, etc.
Recta numérica | Enviado Por: António Mendonça
A recta numérica é, foi e será sem dúvida um recurso a ser utilizado pelos professores, pois os «saltos» facilitam em muito a compreensão por parte dos alunos. A visualização de alguns números inteiros mostrados sobre a forma de pontos, na recta numérica, é muito prática no ensino da adição e subtracção, e mais tarde com a entrada dos inteiros negativos será novamente um instrumento (...) [Comentário completo]
Cálculo mental | Enviado Por: A.P.
Gostei da ideia dos auxiliares do cálculo mental, desde a recta à calculadora. O uso das propriedades: fundamental. A decomposição de números para usar a propriedade distributiva resulta admiravelmente e é, sobretudo, muito motivante para os alunos.
Sobre o cálculo mental | Enviado Por: Andreia Salgueiro
Achei muito interessante o recurso à linha numérica para apoio ao cálculo mental e considero um recurso análogo ao que tenho feito na minha turma: dou pequenas cadeias com uma estratégia subjacente, começando com uma de referência. Por exemplo, 225 + 100, depois 225 + 99, 225 + 101, ou seja, adicionar uma centena e compensar as unidades. Em relação à decomposição de números, nomead (...) [Comentário completo]