UMA SUBUNIDADE DO MANUAL...
«BILHETE COM FOGUETÃO», ONDJAKI

Inserido em 2010-02-08  |  Adicionar Comentário

Este texto retrata algumas das vivências de uma escola, neste caso em contexto africano. As personagens e situações nele presentes aproximam-se daquelas que os alunos conhecem e com as quais se identificam. Escolhemo-lo por isso e também por permitir uma abordagem integrada das competências de leitura e do funcionamento da língua.

Assim, o primeiro grupo de perguntas (1,2,3) destina-se à apreensão de sentidos globais do texto, procurando estimular a reacção afectiva dos alunos face às personagens e aos acontecimentos.

Centra-se, de seguida, nas relações entre personagens e narrador, procurando verificar conhecimentos já adquiridos no domínio da narrativa, através de remissões para o texto (4,5,6) – identificação e pesquisa.

A última pergunta deste grupo (7) relaciona elementos da narrativa com o funcionamento da língua, dirigindo-se agora à apreensão de sentidos específicos e a localizações precisas no texto (linhas 1 e 16), tal como sucede com as questões seguintes que relacionam leitura com classes de palavras (8.) e com explicitações de significado (9.).

Esta relação integrada de leitura com CEL prossegue nas questões 10, 11 e 12, visando agora convocar conhecimentos prévios para o reconhecimento da comparação e seus valores semânticos no texto, preparando já o estudo da metáfora que aparecerá em momento oportuno.

O terceiro grupo de perguntas (13-16) parte de localizações específicas do texto para introduzir a noção de circunstância de tempo ou temporalidade e os conectores que lhe estão associados, organizando-os, de seguida, num quadro sistematizador (13-14). O objectivo é preparar as orações subordinadas adverbiais temporais e as conjunções/locuções que as introduzem para, logo de seguida, se passar a situações de aplicação e de treino de competências (14), pedindo aos alunos que utilizem as conjunções sistematizadas no quadro para ligar frases inspiradas na leitura do texto.

As perguntas 15 e 16 retomam as operações cognitivas que permitem a recuperação de conhecimentos já adquiridos (identificação de pronomes pessoais e sua função sintáctica), preparando a introdução da coesão referencial a trabalhar em momento posterior.

Na construção da leitura deste conto procurámos sempre adoptar uma estratégia de «pequenos passos», de modo a evitar saltos bruscos na aprendizagem.


Convidam-se todos os colegas interessados na utilização dos materiais em anexo a fazê-lo nas suas aulas, até ao final do mês de Fevereiro.

Nota: Ressalvamos que o aspecto gráfico do exemplo fornecido não é o real.

Esperamos receber o vosso feedback sobre a experimentação desta subunidade, sobre a qualidade do seu conteúdo e, também, contributos de melhoria, através dos links«COMENTAR» e «VOTAR».

A Equipa
Bookmark and Share
Por falta de tempo, não pude experimentar a subunidade nas turmas de 7.º, mas fi-lo na minha turma de CEF (correspondente a um 8.º). Ainda não terminei, no entanto, devo dizer que o questionário é um bom instrumento de trabalho para a compreensão do texto, pois permitiu explorá-lo com relativa facilidade. A linguagem é clara e acessível, o que proporcionou maior autonomia por parte dos alunos. A dificuldade maior foram as duas questões iniciais que exigiam, logo à partida, um conhecimento profundo da história. Fui obrigada a deixar estas duas questões para o fim. As restantes questões permitiram "fragmentar" o texto, conduzindo, finalmente, à compreensão total do mesmo. De salientar, a facilidade com que os alunos começaram a resolver as questões de funcionamento da língua: muito bem articuladas com a análise previamente realizada. Nota muito positiva! A minha "difícil" turma CEF teve uma reacção que até a mim surpreendeu!