Abstract Painting by Robin Ann Walker
O novo programa de português para o ensino básico dá uma importância muito particular ao conhecimento explícito da língua (CEL). Considera que o trabalho a desenvolver na sala de aula se deve fazer de modo a ser reinvestido nas restantes competências, defendendo em simultâneo que nela também se devem criar momentos em que o CEL seja explicitamente trabalhado de forma autónoma.
Esta necessidade deriva do pouco relevo que tem sido dado ao estudo da gramática nos programas escolares das últimas décadas, o que tem conduzido a aprendizagens muito precárias mesmo em domínios muito básicos como a identificação de classes de palavras, identificação de funções sintácticas ou explicitação de regras de pontuação.
Esta constatação levou a que nos documentos que apoiam a implementação do NPPEB se assuma a nuclearidade do CEL, o que implica “abordagens autónomas, com tempo e centradas no desenvolvimento desta competência” (GIP, CEL, pág.11).
Ao fazê-lo, os alunos poderão trabalhar sobretudo as regularidades da língua (e não as excepções) partindo do conhecimento implícito que dela têm, de modo a serem capazes de o explicitar e de terem consciência dele. Um bom domínio da língua obtém-se tanto mais quanto melhor for o conhecimento explícito que se tiver das regras gramaticais, mesmo das mais simples.
Um bom exemplo do que acabamos de dizer atesta-se nas produções escritas através do mau uso da pontuação, em particular da vírgula. Se soubermos que a maioria dos casos de uso de vírgula são de natureza sintáctica, bastar-nos-á conhecer que:
1) não se coloca vírgula entre sujeito e predicado e
2) que o verbo e seus complementos não são separados por vírgulas para que frases como “os conhecimentos de natureza gramatical, são fáceis de obter” e “O professor falou, de forma brilhante sobre poluição” não apareçam mal pontuadas.
O trabalho autónomo serve ainda para criar automatismos ou para aprendizagem de conceitos menos intuitivos ou que não se podem conhecer de forma implícita e que terão, por isso, de ser ensinados explicitamente.
Anexam-se três documentos que apresentam actividades isoladas dirigidas a alunos com dificuldades específicas (classes de palavras e sintaxe).
Deixe-nos a sua opinião, através do link «COMENTAR».
A Equipa
O novo programa de português para o ensino básico dá uma importância muito particular ao conhecimento explícito da língua (CEL). Considera que o trabalho a desenvolver na sala de aula se deve fazer de modo a ser reinvestido nas restantes competências, defendendo em simultâneo que nela também se devem criar momentos em que o CEL seja explicitamente trabalhado de forma autónoma.Esta necessidade deriva do pouco relevo que tem sido dado ao estudo da gramática nos programas escolares das últimas décadas, o que tem conduzido a aprendizagens muito precárias mesmo em domínios muito básicos como a identificação de classes de palavras, identificação de funções sintácticas ou explicitação de regras de pontuação.
Esta constatação levou a que nos documentos que apoiam a implementação do NPPEB se assuma a nuclearidade do CEL, o que implica “abordagens autónomas, com tempo e centradas no desenvolvimento desta competência” (GIP, CEL, pág.11).
Ao fazê-lo, os alunos poderão trabalhar sobretudo as regularidades da língua (e não as excepções) partindo do conhecimento implícito que dela têm, de modo a serem capazes de o explicitar e de terem consciência dele. Um bom domínio da língua obtém-se tanto mais quanto melhor for o conhecimento explícito que se tiver das regras gramaticais, mesmo das mais simples.
Um bom exemplo do que acabamos de dizer atesta-se nas produções escritas através do mau uso da pontuação, em particular da vírgula. Se soubermos que a maioria dos casos de uso de vírgula são de natureza sintáctica, bastar-nos-á conhecer que:
1) não se coloca vírgula entre sujeito e predicado e
2) que o verbo e seus complementos não são separados por vírgulas para que frases como “os conhecimentos de natureza gramatical, são fáceis de obter” e “O professor falou, de forma brilhante sobre poluição” não apareçam mal pontuadas.
O trabalho autónomo serve ainda para criar automatismos ou para aprendizagem de conceitos menos intuitivos ou que não se podem conhecer de forma implícita e que terão, por isso, de ser ensinados explicitamente.
Anexam-se três documentos que apresentam actividades isoladas dirigidas a alunos com dificuldades específicas (classes de palavras e sintaxe).
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Sobre o comentário de Maria Fernanda Lima
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