LINGUÍSTICA DE TEXTO - I
Em discussão até 2010-06-20  |  Adicionar Comentário
1. No teste intermédio de Língua Portuguesa efectuado em muitas escolas em Janeiro deste ano apareciam duas perguntas relativas ao Texto A, a 2 e a 3.5 (ver anexo), no âmbito da coesão textual / Linguística de Texto: coesão referencial na primeira, coesão interfrásica na segunda.

2. O programa de Língua Portuguesa do 3.º ciclo, em vigor desde 1991, refere, explicitamente, o estudo da coesão e da coerência textuais.

3. Contudo, não parece que os manuais escolares tenham, ao longo destes anos, respondido a esse desafio, nem parece que a sala de aula tenha constituído espaço para se dar a devida atenção a este assunto.

4. As respostas às duas questões referidas, principalmente à primeira, reflectem isso mesmo…

5. Na prática lectiva, quando ocorrem nos textos casos de coesão referencial, não costumam ser trabalhados numa perspectiva de desenvolvimento da compreensão de leitura: por exemplo, a ocorrência de pronomes pessoais como «as» ou «lhe» costuma ser tratada somente enquanto identificação de classes de palavras e respectivas funções sintácticas. Não se conduzem os alunos numa leitura analítica, fina, em busca dos referentes, descobrindo cadeias de referência no interior do texto – desenvolvendo, desse modo, uma verdadeira compreensão de leitura.

6. O NPPP dá relevo ao estudo das «relações intratextuais». Esperemos que ele venha a ter no futuro a visibilidade que agora não tem.

7. Apresentamos, esta semana, um livro cujo capítulo 8 aborda estas questões em secções como:

- «La cohesión y sus mecanismos»;

- «El mantenimiento del referente: procedimientos léxicos»;

- «El mantenimiento del referente: procedimientos gramaticales»;

- «La progresión temática»;

-«Los marcadores y los conectores».

Este livro, cuja capa reproduzimos em anexo, LAS COSAS DEL DECIR – MANUAL DE ANÁLISIS DEL DISCURSO, de Helena Blancafort e Amparo Valls, Barcelona, Ariel, 1999, foi aqui referido em tempos num comentário. Na altura, prometemos que dele falaríamos. O que agora cumprimos.


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A Equipa
Comentários (1)
(Comentário mais recente)
Como professora do ensino secundário, sinto muitas vezes a necessidade de acção aliada algumas vezes a um sentimento de consternação face à muito incipiente capacidade de análise das sequências textuais revelada pela maioria dos meus alunos. O trabalho sistemático devia ter começado muito lá atrás. E é por isso que, com grande resistência da parte deles, lá vou insistindo na leitur (...) [Comentário completo]